Com o tema “Nosso patrimônio é uma viagem!”, o coletivo cultural Galpão da Lua, de Presidente Prudente (SP), participa da Jornada do Patrimônio 2026. A iniciativa faz parte do Sistema Estadual de Patrimônio Cultural de São Paulo (Sisep), programa da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciado pela Fundação Energia e Saneamento (FES). A atividade ocorre neste domingo (9), das 9h30 às 11h30.
A ação propõe explorar a história e a memória do antigo edifício ferroviário onde está localizada a sede do coletivo, na Rua Júlio Tiezzi, nº 34, no Centro, ao lado da antiga estação ferroviária. Erguido em 1919, o galpão de madeira e alvenaria faz parte da paisagem urbana de Presidente Prudente há mais de um século. Durante a atividade, o público terá acesso a materiais históricos relacionados à sua construção, estilo arquitetônico e às transformações do espaço ao longo dos anos.
De acordo com Luís Valente, coordenador da atividade, ao mergulhar na história do galpão, os participantes também se conectam com a própria trajetória de Presidente Prudente. Toda a área circundante constitui um patrimônio histórico fundamental para a identidade da cidade, englobando a rua de paralelepípedos, a estação de trem, as residências dos antigos ferroviários e o pátio ferroviário.
O coordenador destaca a urgência de proteger esse conjunto urbano, que enfrenta um processo de deterioração e perdas irreparáveis. “Recently, testemunhamos a lamentável demolição da residência do Engenheiro Chefe da Estação, onde funcionava o Bar da Estação, algo inconcebível, um atentado ao nosso patrimônio, privando a população do direito de preservar um local que conta a história e mantém a identidade de Presidente Prudente. É fundamental resguardar este espaço e devolvê-lo ao uso da comunidade”, afirma Luís Valente.
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Após quase dez anos de atuação continuada no espaço, o Galpão da Lua obteve a regularização da posse do imóvel junto à Secretaria de Patrimônio da União (SPU). Com a assinatura do Termo de Cessão do Imóvel, o coletivo poderá captar recursos para o restauro e a melhoria física do edifício centenário, assegurando a continuidade de seus projetos culturais.
O complexo ferroviário abriga ainda outro Ponto de Cultura, a Associação Escola Aberta no Galpão, que conquistou a cessão de outros armazéns do pátio para a criação de uma escola de arquitetura, urbanismo e patrimônio. Em uma articulação conjunta recente, o Galpão da Lua e a Escola Aberta acionaram o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para que recomende e direcione o registro de patrimônio de todos os galpões aos poderes Executivo e Legislativo municipais, medida considerada vital para a salvaguarda definitiva do local.


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